terça-feira, 28 de outubro de 2014

Zuera na casa do Matt (Parte 3)

Eai? Sentiu falta? Pois é. Eu fiquei sem postar semana passada porque estava estudando para as benditas provas, mas agora eu vou postar normalmente. Bom, só era isso, agora leia com vontade. E só uma coisa. Esse é a terceira parte da festa, mas não vai acontecer na festa, então haverá uma quarta parte da festa. O.k.? Agora sim, pode ler!


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Demi POV


Eu estava pensando sobre esse grande dia que minha cabeça virou de cabeça para baixo, mas de uma forma tão legal que eu nunca vou querer virar para cima. O que eu quero dizer é que tenho mudado de um tempo para cá. Antigamente, minha vida era só competência, formalidade, dedicação ás coisas importantes para meu futuro e várias outras coisas que uma menina educada faz. Hoje, eu estou muito festeira, largada, louca e várias outras coisas que uma menina desleixada faz. Eu até penso ás vezes se algum dia vou encontrar um príncipe encantado que vem para me salvar de coisas inúteis e desnecessárias como a química, mas sei que isso é uma pura ilusão. Já o Austin acha que eu continuo nerd, mas a opinião dele não é pura mentira. Enfim, minha vida era boa, mas eu era presa. Agora, eu já estou indo para casas de pessoas desconhecidas.

Minha mente está uma bagunça. Parte de meus pensamentos diz que ir para casa de uma pessoa que eu mal conheço é errado, a outra parte diz que eu só estou fazendo amigos novos e vivendo a vida como uma jovem qualquer. Na verdade, eu sei que conhecer uma pessoa numa festa não é a mesma coisa que conhecer uma pessoa há anos, mas essa não é uma festa qualquer, é a festa do colégio, ou seja, as pessoas que eu conheci hoje vivem o mesmo mundo que eu. De qualquer forma, eu só estou ajudando esses bêbados idiotas que viraram meus amigos de uma hora para outra.

                                                                                ...

Era quase uma hora da manhã e fazia mais ou menos dez minutos que tínhamos saído da festa, mas parecia que estávamos um ano naquele carro. Eu estava no mundo de Plutão quando alguém perguntou algo quebrando o tedioso silêncio.

—Tem alguém na casa do Matthew? - era o Shawn falando.
—Tem... O MATTHEW!  - Taylor gritou rindo que nem um embriagado, porque ele estava.
—Nossa! Sério, Tay? - Shawn disse sarcástico. - Os 'PAIS' do Matt estão em casa? - ele perguntou dando ênfase dessa vez.
—Não, Shawn. Eles viajaram faz mais de um mês. - Nash respondeu prestando atenção na estrada.
—Nash, está chegando? - perguntei suspirando em seguida de tanto tédio.
—Eles já estão tão íntimos... e olha que se conheceram hoje. - Cameron falou se referindo a mim e a Nash, e eu achei desnecessário.
—Cala a boca, Sr de toalha. E sim, Demi, é logo aqui. - Nash respondeu entrando numa rua cheia de casas e estacionando na frente de uma árvore. Ficamos todos em silêncio esperando alguém dar iniciativa e sair do carro.
—Ás vezes eu penso se vocês são algum tipo de quadrilha que faz amigos e os levam para ruas como essa, depois esfaqueiam até todos os coitados amiguinhos morrerem. - falei do nada com minha voz dramática.
—Primeiro, se fossemos uma quadrilha, nós íamos escolher um lugar sem vizinhança por perto, e segundo, somos muitos burros, a polícia ia nos pegar só de tocarmos na faca. - Nash falou num tom de "A gente é burro hahaha!" e eu ri. Nem sabia que existia esse tom, mas agora sei, e ele só é usado para pessoas como essas que eu conheci.
—Espera, eu não sou burro, seu... seu... burro! - Cameron falou fazendo bico.
—A gente vai dormir no carro? Se for, me avisem que eu prefiro voltar para a festa. - Shawn disse irônico.
—FESTA? ONDE ESTÁ A FESTA? CADÊ? - Cameron gritou olhando para os lados. Ele abriu a porta do carro e saiu correndo pela rua deserta. O que era mais engraçado é que ele estava de toalha.
—AI-MEU-DEUS! PEGUEM ELE ANTES QUE A VIZINHANÇA ACORDE! - Nash gritou desesperado e todos nós saímos do carro indo atrás do Cameron. Com o grito que Nash deu é bem provável que quem acordou a vizinhança foi ele. Agora imagine se as pessoas acordam com o nosso barulho, elas vão se deparar com quatro idiotas correndo no meio da rua, sendo que três estão vestidos e um está apenas de toalha. Mas espera, são cinco com o Taylor, nós deixamos ele no carro. Que mico que vamos pagar se alguém ver isso. Logo no primeiro dia que eu conheço essas pestes já pago um mico desses?
—Gente, o Taylor... deixamos ele no carro. - falei e eles pararam de correr, menos o louco de toalha, que tropeçou no meio da pista fazendo a toalha cair de sua cintura. — EU NÃO VI ISSO, MEU DEUS! - eu gritei tapando meus olhos e virando de costas rapidamente.
—Cam, você é maluco! Se alguém ver isso vão denunciar para a polícia falando que você está praticando crime ao pudor. - Shawn disse de longe. Talvez eles já pegaram o maluco e colocado a toalha de volta, mas eu não ia me atrever a tirar a mão do olho.
—Oi Demi, como vai você? Por que está com os olhos nas mãos? - ouvi uma voz na minha frente com um bafo de álcool. Era o Taylor. — Espera, suas mãos estão nos seus olhos, não seus olhos nas mãos. - ele disse rindo em seguida.
—Taylor, cadê os... - estava falando quando fui interrompida.
—Pegamos o Cameron, Demi. Pode olhar agora. - Nash disse e eu suspirei aliviada tirando as mãos da frente de meus olhos. — Agora temos que deixar esses mocinhos na casa do Matt antes que aconteça mais uma tragédia. - ele falou e fomos para a casa do Matt, mas agora segurando os bêbados.

Ao chegarmos na frente de uma casa da cor de pêssego com as portas e janelas brancas, o Nash pegou uma pedra e tacou na única janela que estava aberta. A pedra atravessou e deu para ouvir o barulho dela se rompendo no chão.

—Não é mais fácil tocar a campainha? - perguntei.
—O Matt nunca atende a porta quando tocam. - Nash disse e eu fiz um "Ah...". Matt apareceu na janela com cara de sono.
—O que estão fazendo aqui, bando de debiloides? - Matt falou muito alto coçando seus olhos. —Menos você, porque eu respeito as mulheres. - ele falou apontando para mim.
—Matt, você é a nossa salvação. Abre essa porta e nos deixe entrar. Vamos deixar esses dois bêbados aqui, pois sua casa é a única perto da festa.- Shawn disse.
—E o que eu ganho com isso, mocinhos? - Matt perguntou fazendo uma cara de garoto esperto demais. Todos olharam em volta.
—Eu não tenho dinheiro. - Nash falou.
—Nem eu. - Shawn falou. —Com certeza o Cam e o Tay não trouxeram nenhum dinheiro. - ele completou e todos olharam para mim.
—Ei, eu também não tenho dinheiro. - eu disse e todos olharam para Matt.
—Quero uma recompensa, e não vale fazer meus deveres porque já tenho empregados para fazê-los. - ele disse encostando na janela branca.
—Pode ser um ingresso para o circo? Eu tenho um. - Nash disse e Matt balançou a cabeça negando. Todos ficaram calados olhando em volta. De repente, Cam disse.
—Demi pode dar um beijo no Matt. - o quê? Eu arregalei os olhos.
—Eu não vou dar beijo em ninguém. - eu disse e todos me olharam.
—Se vocês não têm nada para me dar então vão ficar na rua. - Matt disse saindo da janela.
—NÃO MATT, VOLTA AQUI! - Shawn perguntou. —E agora o que fazemos? Demi, quebra esse galho, vai? - ele completou e Matt voltou para janela.
—Gente, deixa a Demi, ela não quer. - Nash falou estressado para os meninos, que olharam para ele de boca aberta.
—HUMMMMMMM... - todos os meninos fizeram em coro.
—Ele fica todo estressado quando falam da Demi. - Taylor falou alto.
—Eu acho que deveríamos pensar em algo para dar ao Matt. - Nash disse corado.
—Mudando de assunto, não é? - Cam disse e Nash o deixou no vácuo.

Estávamos pensando no que dar ao Matt para ele nos deixar entrar, mas o problema é que não tínhamos nada. De repente, surge uma luz da janela de outra casa. Agora que vamos nos meter em problema. Todos nós fomos para atrás de um arbusto e o Matt se abaixou para não o verem. Uma menina que parecia ter dez anos colocou a cabeça para fora e olhou para os lados. O que era mais assustador é que seu cabelo escuro com franja estava todo despenteado, parecendo a menina do exorcista. Ela fechou novamente a janela e saiu. Saímos daquele esconderijo extremamente apertado.

—Ufa! Ninguém merece essa menina. - Matt disse de lá de cima.
—Posso saber o que vocês têm contra ela? - eu perguntei franzindo o cenho.
—Ela é a menina mais chata do mundo. O nome dessa criatura é Larissa Manuela, ela estuda no nosso colégio não sei para quê. Todos os dias ela enche o saco do Matt, porque é apaixonadinha por ele. - Shawn disse e eu tive uma ideia.
—Nunca vi ela no colégio. - falei ainda pensando. —Eu tenho uma ideia. - falei já sabendo com que iríamos recompensar o Matt.
—O quê? - todos falaram juntos.
—Por que não recompensamos o Matt livrando ele dessa menina? - perguntei.
—Da Larissa Manuela? Nunca vamos. - Nash disse roendo as unhas.
—Nós damos um jeito. Qual é, vamos ou não vamos? - mesmo eu não conhecendo a pobre menina já queria ferrar com a raça dela.
—O.k. - eles disseram em coro.

Depois desse grande tédio pensando no que recompensar o Matt, decidimos que a tal da Larissa Manuela ia morrer. Mentira, nós só vamos dar um jeito para ela parar de encher o Matt. Bom, por incrível que pareça ele nos deixou entrar em sua casa, e está ai a prova que ele não gosta mesmo dessa menina. Ou ela é uma serial killer, ou perto de papai ela é santinha e quando chega perto do Matt ela perde a linha.

Estávamos na cozinha do Matt. Ele é uma pessoa muito comilona, ou seja, irmão do Austin. Falando em Austin, eu deixei o miserável lá na festa. Só peço a Deus que ninguém morra.

—Querem pizza? - Matt perguntou abrindo a geladeira.
—QUERO! - todo mundo gritou esfomeado. Matt pegou uma vasilha e colocou no micro-ondas.
—QUE FOME, VAMOS LOGO MICRO QUE EU QUERO COMER. - Taylor gritou. Ele e o Cam já estavam um pouco lúcidos, mas ainda estavam falando besteiras que só os bêbados entendem.
—Pi, pi, piiii... - Cam imitou o barulho o micro-ondas. Matt pegou a vasilha e colocou na mesa. De repente, subiu um cheiro horrível.
—Que merda é essa? - Nash peguntou colocando a mão no nariz. Shawn pegou uma fatia de pizza e cheirou. Bem, digamos que a reação dele não foi muito boa.
—OH QUE CHEIRO HORRÍVEL! - Shawn jogou a pizza para cima e ela acabou caindo na cara do Nash.
—SHAWN, SEU... AAH! - ele se levantou e foi para o banheiro, todos estavam olhando.
—Desculpa Nash! - Shawn gritou vendo que não ia adiantar muito. —Gente, vocês não acham que o Nash está muito bravinho hoje? - ele perguntou sussurrando.
—Deve ser a puberdade, relaxa. - Taylor disse.
—Pois é, bate aqui, Tay! - Cam falou alto e fez um toque com o Taylor, depois eles começaram a bater as mãos uns nos outros.
—Então... o que será que Nash tem? - eu perguntei.
—Não sei, ele nunca ficou assim. - Matt falou com o queixo na encostado na mesa.
—MAATT ESPINOSA, TEM ALGUMA COISA PARA COMER? EU ESTOU MORRENDO! MINHAS TRIPAS PRECISAM SE ALIMENTAR! - Taylor gritou. Todo mundo que eu conheci hoje grita, como é que pode?
—Suas tripas? - Matt falou rindo.
—Gente, é melhor alguém falar com o Nash. - Shawn sussurrou preocupado.
—Você vai. - Matt gritou e tapou a boca logo em seguida.
—Nem pensando. Ele vai me bater e me matar. - ele disse quase chorando. Taylor o colocou deitado no seu ombro e começou a alisá-lo.
—Chora, filho, chora. - Tay disse ainda alisando-o.
—Eu que não vou, e os bêbados não podem ir porque estão... AVÁ! - Matt falou e todos me olharam.
—Eu não vou. Vocês são amigos dele a muito tempo e eu o conheci hoje, vocês deveriam ir, não eu. - disse me defendendo.
—Por isso mesmo, Demi. Se nós formos ele vai nos bater, mas se você ir ele não vai fazer nada, até porque você é mulher e conheceu ele hoje. - Matt completou e todos me olharam como se fossem os gatos do Shrek.
—O.k., eu vou, mas é só porque eu não quero que vocês morram. - eles falaram um "Own" e eu fui falar com o Nash que ainda estava no banheiro.

Estava indo ao banheiro como se fosse cinco quilômetros de distância, mas só eram dez metros da sala. Observei o corredor que havia uma estante branca cheia de livros e CDs. No final do corredor estava escuro e parecia que a qualquer momento ia aparecer um bicho louco dali. Olhei para a porta que Nash havia entrado anteriormente. Ela estava encostada, ou seja, ele estava ouvindo tudinho. Abri devagarinho e lá estava ele, todo lambuzado de molho de pizza podre. Deve ser uma merda levar uma pizzada na cara, não é?

—Eai? Conseguiu se limpar? - perguntei encostada na porta. Ele me olhou pelo espelho com uma cara de deboche.
—Os meninos mandaram você vir aqui, não foi? - sabia que ele estava escutando.
—Bem, pelo menos você não vai matar ninguém.  - falei e ele riu.
—O que eles querem? - ele perguntou se limpando.
—Eles disseram que você não é assim. - falei e ele franziu o cenho.
—Assim como? - ele se virou.
—Bom, eles querem saber por que você está tão estranho e com raiva. - falei logo.
—Eu não estou estranho, estou normal. - ele disse revirando os olhos azuis.
—Não é o que eles pensam. Eles disseram que você nunca foi assim de se irritar fácil.
—Ai que besteira. Eu me irritei porque o idiota do Shawn jogou uma pizza podre em mim. Você também ficaria irritada. - ele respondeu. É eu ficaria sim.
—É verdade. Se é por causa disso acho que eles estão enganados, ou eu não sei, não conheço muito vocês. - falei e comecei a rir porque o molho da pizza estava caindo para o olho dele.
—Do que está rindo? - ele perguntou. O molho já tinha caído no olho dele. —Ai, por que meu olho está ardendo? - eu comecei a rir sem parar.
—Tem molho - estava tão engraçada a cara dele que eu não conseguia parar de rir. Agora por que uma pessoa ri de outra que está sofrendo de ardência com molho de pizza podre no olho?
—VOCÊS ESTÃO BEM? - Matt perguntou da sala. Me recuperei dos risos e afirmei.
—Só você está, porque eu estou morrendo. - ele disse se lavando.
—Deixa eu ver se já saiu. - falei rindo. Ele levantou e eu peguei uma toalha. Comecei a passar no olho que ele mal conseguia abrir.
—Abre o olho. - falei, mas ele não conseguia. Comecei a assoprar e ele abriu um pouco, então ele começou a me olhar. Nessa hora, digamos que ficou um pouco constrangedor.



Austin POV


Desde que Demi tinha saído com os bêbados e não bêbados isso aqui ficou uma bagunça. Me refiro a festa, que não tinha muita gente. A maioria das pessoas já tinham ido embora e eu fiquei lá dando uma de babá de um bando de bêbados que tinha conhecido hoje mesmo.

Eu e o Aaron estávamos de boa quando de repente começou a sair gente. O problema foi quando a maioria das pessoas se foram. As que ficaram começaram a bagunça sem fim, e elas eram as que nós estávamos "cuidando". Eu e o Aaron não sabia que fazer, pois não damos conta de várias pestes ao mesmo tempo. E se o Carter ver que aqui está uma zona vamos morrer. Bom, até agora essas pestes não pararam de bagunçar. Tomara que o Carter não veja essa desgraça e que a Demi chegue logo para eu me livrar disso aqui. Meu Deus, por que eu tenho sempre que me ferrar?



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Eai? O que acham que rolou nessa zuera?
Desculpem pelos dias sem postar. Espero que tenham gostado.







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